Como sabemos o que sabemos hoje: O estudo das fontes no contexto das práticas performativas

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Corpo Docente: 

Formador: Rui Pedro De Oliveira Alves

Rui Pedro De Oliveira Alves é licenciado pela Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, Instituto Politécnico do Porto, e foi um dos galardoados com o prémio da Fundação Engenheiro António de Almeida em 2004. Sob os auspícios da Fundação Calouste Gulbenkian completou o Mestrado em Performance no Royal Northern College of Music , em Manchester, UK e uma pós graduação em orquestra na Guildhall School of Music and Drama em Londres. Em 2013, o docente completou o seu Doutoramento em Musicologia na Universidade de St Andtrews – Royal Conservatoire of Scotland com a tese intitulada  “The trombone in Portugal before 1850”. O programa de Doutoramento foi financiado, na sua totalidade, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e parcialmente financiado pelo Leverhulme Trust.

Enquanto músico freelancer, Pedro colaborou com orquestras e ensambles nacionais e internacionais, gravou para rádio e televisão Britânicas e contribuiu em várias gravações orquestrais e ensambles de várias áreas e estilos musicais do clássico ao jazz e pop. Entre os ensambles com quem colaborou destacam-se a s orquestras BBC Scottish Symphony Orchestra, Scottish Chamber Orchestra, Royal Philharmonic Orchestra and the Royal Philharmonic Concert Orchestra, The Aurora Orchestra, Royal Northern Sinfonia, the Royal Scottish National Orchestra and the Orchestra of the Scottish Opera, Orquestra Sinfonica do Porto – Casa da Música, Orquestra Gulbenkian, Lisbon e Orquestra Sinfonica de Galicia, Coruña. Pedro foi também principal trombone da European Union Youth Orchestra – e em instrumentos históricos - da Jeune Orchestre Atlantique.  Pedro participou também em projetos de música moderna com ensambles como o REMIX Ensemble – Casa da Música, RedNote Ensemble and Ensemble Thing no Festival de Edinburgo e no Sound Festival em Aberdeen.

Como musicólogo os seus interesses focam-se na prática musical para instrumentos de metal– em particular do repertório e instrumentos do século dezanove em Portugal e na Europa, a interação entre a contemporaneidade e as novas tecnologias de scanning e impressão em 3D e as implicações performativas e musicológicas do uso de diferentes materiais na construção de bocais i.e. marfim, metal e novos polímeros de impressão. Neste sentido, Rui Pedro desenvolveu um projeto piloto em parceria com o Professor Arnold Myers do Royal Conservatoire of Scotland, a Webb Collection, e a coleção de instrumentos históricos da Universidade de Edimburgo, de forma a reproduzir bocais impressos em 3D com características idênticas ás do marfim. Outras áreas de interesse, diretamente ligadas ao estudo e evolução dos instrumentos de sopro de metal,  incluem o estudo da iconografia musical desde o século dezasseis, artigo publicado no Scottich Journal of Performance, que explora e as implicações performativas, de construção e de desenvolvimento dos ensambles de sopro, em iconografia Portuguesa no inicio do século dezasseis e dezassete. Rui Pedro, em colaboração com The Wallace Collection, o Royal Conservatoire of Scotland e o Northern Royal College of Music, editou e apresentou o que terá sido a primeira performance historicamente informada da coleção de pequenas peças para instrumentos de metal, compostas por Thiago Calvet, músico das reais cavalariças , em 1823.

Como pedagogo, Pedro desenvolve atividades lectivas no departamento de música da Universidade do Minho onde leciona os módulos de Organologia e metodologia científica em musicologia e é Diretor Pedagógico da Academia de Música de Espinho